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Informações úteis para estrangeiros

Coluna dos CIRs

Bebidas

João Matias (Brasil)

Como há muitas frutas no Brasil, é comum beber suco no café da manhã, almoço e janta. Além dos sabores maçã e laranja, melão, caju e goiaba também são comuns. A bebida alcóolica famosa do Brasil é a caipirinha, feita com pinga, açúcar e limão, perfeita para um churrasco!

Tatiana Britsina (Rússia)

Russos gostam de chá preto. Toma-se bastante quando se assiste TV, enquanto se conversa, ou mesmo para aquecer o corpo. Também há um tipo de suco, chamado Mors, feito de amoras como arando e cranberry, e um tipo de cerveja tradicional, chamada Kvas.

Juhee Kim (Coreia)

A bebida alcóolica popular da Coreia é o Makgeolli, que é opaco. Recentemente tem-se produzido também bebidas destiladas com sabor de frutas para agradar os mais jovens. O teor alcoólico é mais baixo que o normal e é feito com frutas como romã, grapefruit, blueberry e deixam um sabor leve na boca.

Abram Leon (EUA)

Nos EUA, cerveja e café são as bebidas mais populares. De lá veio o Starbucks e outras marcas conhecidas mundialmente, e também há muitas pessoas que preparam seu café moendo o próprio grão. A cerveja artesanal tem se tornado popular no Japão, e nos EUA há inúmeros tipos dela muito gostosos. Há quem prefira chá e quem não bebe cerveja também, mas em geral café e cerveja são os preferidos.

Peiyu Wang (China)

Na China, é normal beber cerveja gelada ou em temperatura ambiente. Quem espera a cerveja trincando vai se decepcionar. O vinho Shaoxing é bem famoso no Japão, mas também há o Baijiu, cujo teor alcóolico varia etre 38 e 70% de álcool. Para as mulheres o comum é não beber coisas geladas. Mesmo no verão bebe-se chá com água quente, e também há quem sempre bebe água quente de manhã, de forma que tem aumentado o número de hotéis na Europa que preparam água quente justamente para os hóspedes chineses!João Matias (Brasil)

 

Presentes

João Matias (Brasil)

No Brasil, assim como em vários outros países, é comum receber presentes no seu aniversário, mas o dia das crianças em 12 de outubro também é um dia bem especial para presentes. As crianças esperam um presente caro. Geralmente elas querer ganhar coisas como brinquedos, por isso quem ganha roupas às vezes se decepciona. Uma das minhas boas memórias desse dia foi quando o meu pai escondeu pela casa o presente e me fez procurar. Quando encontrei, era um jogo de videogame que eu já queria havia bastante tempo!

Tatiana Britsina (Rússia)

Na Rússia as pessoas dão presentes em dias como aniversário, dia das mulheres e dos homens, casamento e aniversário de casamento etc. Também é bem comum dar flores para as mulheres num dia qualquer. O presente geralmente é dado com um cartão ilustrado de acordo com a ocasião. Existe a superstição de que relógios e facas têm relação com separação ou briga, por isso evita-se dá-los.

Juhee Kim (Coreia)

Na Coreia, dar facas é um tabu, pois significa “cortar laços”. Se alguém quiser dar uma faca de presente, a pessoa presenteada deve dar um pouco de dinheiro em troca (como 100 ienes), como se estivesse comprando o objeto. Mas se a sogra quiser dar facas de presente para sua nora, essa regra não se aplica. Nesse caso, significa que a sogra quer passar à nora as técnicas culinárias da família.

Abram Leon (EUA)

 Nos EUA dá-se presentes em datas comemorativas como aniversários e casamentos, bem como em datas religiosas, como Natal e Hanukah. Não existe um presente-tabu, mas é necessário pensar nos gostos da pessoa antes de presenteá-la. Uma boa memória que eu tenho sobre presentes foi quando o meu avô me deu um Nintendo 64. Nessa época eu era viciado em videogames!

Fei Wu (China)

Recentemente muitas pessoas dão vale-presentes em ocasiões como nascimento ou aprovação em vestibular. Em visitas a hospitais, geralmente se levam flores ou frutas. Um presente-tabu são os relógios, de cômoda ou de parede, pois a pronúncia deles se parece com “prenúncio de morte”João Matias (Brasil)

 

Como você irritava seus pais quando criança?

João Matias (Brasil)

Eu irritava bastante os meus pais. Sempre brigava com o meu irmão mais velho para usar o computador ou TV, por isso a minha mãe escondia o cabo de força do aparelho, e só devolvia quando fazíamos as pazes. Além disso, como tínhamos que acordar às 6 da manhã para ir à escola, eu sempre relutava um pouco. Minha mãe já chegou a jogar água em mim para levantar da cama, mas hoje eu gosto de acordar cedo!

Tatiana Britsina (Rússia)

Minha mãe ficava bem brava quando eu fazia birra ou apontava para os outros com o dedo. Além disso, quando criança eu não conseguia me concentrar para ler os livros da escola. Quando a minha mãe descobria que eu não tinha lido, me fazia ler logo antes de sair para a aula. Quando eu não trocava de roupa depois de voltar para casa ela também ficava bem irritada.

Juhee Kim (Coreia)

Eu era uma criança bem comportada, por isso não me lembro de ter irritado os meus pais. Meu pai, no entanto, era bem rigoroso. Eu sempre segurei o hashi do jeito errado, e ele sempre me mandava corrigir esse vício. Não funcionou. Até hoje eu seguro o hashi do meu jeito.

Abram Leon (EUA)

Eu era um bom menino no geral, mas brigava bastante com meu irmão mais novo. Minha mãe me colocava de castigo quando eu o fazia chorar, e quando havia visita em casa e eu não era educado ou incomodava, me lembro que ela se irritava bastante. Meu pai, quando me via brincar com formigas e matar alguma delas me dizia bravo “Não mate um ser vivo sem nenhum motivo!”.

Wu Fei (China)

Como filha única, eu era bem séria, e por ter um corpo pequeno, ao invés de levar bronca eu era até um pouco mimada. Quando meus amigos me perguntavam se eu já tinha irritado os meus pais, eu pensava, pensava, e não conseguia uma resposta. Recentemente, a China tem adotado o lema de que é melhor mimar as meninas e dar de tudo a elas, enquanto os meninos devem levar uma vida mais sofrida e com mais privações.

 

Cores

João Matias (Brasil)

A cultura das cores no Brasil é bem rica. Começamos pela bandeira, com tons bem vivos de verde, amarelo e azul, que representam as florestas, a riqueza e o céu, mas não tem o vermelho tão comum nas bandeiras de outros países e tem só um pouco da cor branca. Além disso há um costume interessante de usar roupas de baixo de cores específicas durante a passagem do ano para fazer desejos. Vermelho corresponde ao amor, branco à paz, azul à tranquilidade, entre outras cores. Não é algo que todos fazem, mas também não é raro conhecer alguém que faz. 

 

Tatiana Britsina (Rússia)

Quando se dá flores a alguém na Rússia, é comum pensar nas cores. Rosas vermelhas representam o amor. O branco representa a pureza, ou o amor puro, por isso se usa muito em casamentos. Diz-se que é comum o amarelo representar amizade e respeito, mas na Rússia é a cor da despedida, por isso não é bom presentear alguém com flores dessa cor.

 

Juhee Kim (Coreia)

Na Coreia há um grupo especial de cinco cores: azul, vermelho, amarelo, branco e preto, que tem relação com o Ying-yang e os cinco elementos da natureza na filosofia chinesa. Cada cor representa um elemento e está disposta numa posição específica num diagrama. Amarelo (elemento terra) fica no centro, azul (madeira) no leste, branco (metal) no oeste, vermelho (fogo) no sul e preto (água) no norte. 

 

Abram Leon (EUA)

Nos EUA é comum associar branco com limpeza e pureza, preto com maldade ou mistério e vermelho com sentimentos fortes (tanto amor quanto raiva). Verde, azul e marrom lembram a natureza. Rosa e roxo são cores femininas. Amerelo e laranja são cores chamativas, por isso é comum chamá-las de “cores barulhentas”. Não existe uma cor associada à sorte, por isso cada um escolhe a sua. Eu particularmente gosto de verde. 

 

Wu Peiyu (China)

 

É questão de gosto pessoal, mas eu creio na China a cor preferida é o vermelho. Sempre foi vista como uma cor de boas energias, por isso aparece em comemorações. Todas as cidades são cobertas de vemelho no ano novo. Recentemente a cor dourada também se popularizou muito, por isso o iPhone dourado é o mais vendido. Não existem muitos tabus relativos a cores, mas evitam-se chapéus verdes, pois simbolizam infidelidade conjugal. Se for presentear alguém, evite chapéus verdes! Outras coisas de cor verde são aceitáveis. 

 

Café da Manhã

João Matias (Brasil)

A cultura alimentar varia de acordo com a região do Brasil, mas onde eu nasci geralmente se come pão francês com manteiga, requeijão, queijo ou presunto. As padarias estão abertas desde as 5 da manhã, então muitos compram pão fresquinho para o café. Também se come muitas frutas como mamão, maça, pêra ou banana. Como brasileiros gostam de coisas doces, a bebida geralmente é leite com achocolatado ou suco.

Tatiana Britsina (Rússia)

A alimentação depende da pessoa, mas para as crianças geralmente se dá mingau à base de leite. Os adultos comem salsicha, sanduíche de queijo ou ovo frito. Eu particularmente como aveia no frio e granola com leite ou iogurte no calor.

Huang Ming (China)

Na China algumas pessoas tomam café da manhã e outras não. Os eu tomam se dividem entre o time do mingau e o time do pão. Quem come mingau também come conserva, ovo frito, butaman, gyôza, shûmai, mochi chinês etc. Quem come pão também come frutas e bebe leite. Recentemente, algumas pessoas tomam café fora de casa. Há muitos restaurantes fast-food na china que vendem o menu ocidental e chinês.

Juhee Kim (Coreia)

Na Coreia consome-se bastante sopa e vegetais cozidos no café da manhã, mas recentemente também há pão e cereal. No dia do aniversário sempre se toma sopa de wakame (alga), pois dizem que é graças a ele que as grávidas tem filhos saudáveis. Por outro lado, não se toma essa sopa em dia de provas, pois o wakame é escorregadio, fazendo com que você também “escorregue” na prova e vá mal.

Abram Leon (EUA)

Nos EUA o café da manhã depende da pessoa. Quando eu era criança sempre comia cereal com leite e torrada com manteiga. No fim de semana fazíamos panquecas e bacon e comíamos em família. Há os restaurantes “Diner”, que servem salsicha, ovos, café e funcionam o dia inteiro!

 

Decoração tradicional

João Gabriel Silva Matias (Brasil)

Acho que não seja algo único do Brasil, mas antigamente muitas casas tinham mesas de jantar com gavetas. Originalmente guardava-se utensílios para a refeição nessas gavetas, mas diziam que elas serviam para esconder de visitas indesejadas os pratos de comida. Hoje, a fruteira é um objeto de decoração talvez incomum em outros países. No Brasil frutas são baratas por isso há um móvel com várias divisorias parecidas com cestas para colocá-las.

Tatiana Britsina (Rússia)

Na Rússia não há uma decoração de interiores tradicional, mas há muitas casas decoradas com imagens da igreja ortodoxa. Símbolo de felicidade e boa sorte, a ferradura colocada acima da entrada da casa é muito popular. Além disso, antigamente havia fornos e aquecedores a lenha, mas atualmente na maioria das casas esses equipamentos são elétricos.

Yiming Zhong (China)

Na China há decorações tradicionais como biombos, cerâmicas, pergaminhos decorativos e bonsai e nós comemorativos. No ano novo chinês é comum decorar o batente das portas de entrada com a letra “福”, que significa felicidade. Hoje muitas pessoas penduram lanternas de papel vermelhas.

Juhee Kim (Coreia)

Desde antigamente, usa-se aquecimento no chão das casas, chamado “ondol”. Queima-se lenha no forno da cozinha, e o ar quente é canalizado para passar pelo chão e aquecer o cômodo inteiro. Hoje usa-se água aquecida ao invés de ar, mas o resultado é o mesmo..

Abram Leon (EUA)

Nos EUA há muitos tipos de decoração interna. Chão de madeira, ladrilhos, carpete etc. Tirar os sapatos ao entrar em casa fica a critérioda família. Em casas geralmente há um porão ou sótão, e também garagem. Antes o porão era usado como depósito, mas hoje é mais comum usá-lo como sala de jogos e festas. Diferente do Japão, geralmente o banheiro e o chuveiro ficam no mesmo cômodo.

 

Okaeshi

 João Matias (Brasil)

Esse costume não existe no Brasil. Mas temos o conceito de que quando você recebe um presente muito bom de alguém num dia especial como aniversário, sentimos um pouco a obrigação de dar algo igualmente bom de volta no aniversário da pessoa. Além disso, em casamentos a maioria dos convidados dá presentes bem caros, por isso os noivos se sentem na obrigação de proporcionar uma ótima festa a eles. Isso seria mais ou menos como o Okaeshi, não?

Tatiana Britsina (Rússia)

Na Rússia eu acho que não existe o conceito do Okaeshi. Damos presentes em várias ocasiões. Se não temos nada para retribuir na hora, simplesmente pedimos desculpas. Na hora de dar um presente, acreditamos que o principal é alegrar a pessoa presenteada. O Okaeshi como retribuição varia de acordo com a pessoa.

Yiming Zhong (China)

Na China também existe o costume do Okaeshi. Dependendo do caso, a retribuição varia. Em casamentos, dá-se uma lembrança ao convidado que presenteou com dinheiro. Aos que não puderam ir na festa, dá-se doces ou tabaco num embrulho vermelho. Esse costumes se parece com o Osusowake do Japão. Em velórios ou visitas ao hospital, faz-se convites para festas no futuro, e quando se recebe dinheiro por causa de viagens, dá-se presentes típicos da região visitada.

Juhee Kim (Coreia)

Na Coreia, o costume do Okaeshi em comemorações ou enterros não é tão comum quanto no Japão. Lá, é comum fazer grandes festas de um ano para as crianças. Nessa ocasião, é comum dar toalhas, geleia ou chá aos convidados.

Abram Leon (EUA)

Nos EUA não existe um costume como o Okaeshi. É comum escrever cartas de agradecimento quando se ganha presentes da família ou amigos, ou pagar um jantar num restaurante. Em visitas no hospital, muitos agradecem escrevendo cartas ou mesmo falando na hora.
 

Bentô

João Matias (Brasil)

O bentô brasileiro é o marmitex de alumínio, com toda a comida “enlatada” dentro. É comum pedi-las em restaurantes perto do local de trabalho, ou recebê-las no escritório. Quem não faz isso, traz de casa a comida pronta em recipientes de plástico para esquentar.
 

Tatiana Britsina (Rússia)

Quando não havia recipientes de plástico, usava-sa garrafas ou copos grandes. É comum sopa com pão, cereais, macarrão, batata cozida ou carnes. Também se come vários tipos de salada. O bentô russo não é como o japonês. Basta ter o sabor e a quantidade certos.
 

Min Huang (China)

A maiorida das pessoas não leva bentô de casa. Como a culinária chinesa é para ser comida quente, se come no refeitório ou num restaurante perto. Também se vende bentô no trem ou em zonas de construção. São baratos e vêm com arroz, vegetais e carne. Recentemente, as lojas de conveniência japonesas vieram para a China e vendem bentô¸ mas pela diferença cultural, não se difunde muito.
 

Juhee Kim (Coreia)

Desde 2000 serve-se merenda nas escolas da Coreia. Mas quando se faz excursões leva-se bentô. Ele vem com Kimpa, um enrolado de algas com recheios variados. Quando eu era criança, adorava quando minha mãe fazia Kimpa, por isso esperava ansiosa pelas excursões.
 

Abram Leon (EUA)

Do ensino fundamental ao médio, minhas escolas sempre serviam merenda, mas eu trazia a minha própria lancheira. Todo dia eu comia sanduíche com peru, queijo e manteiga de amendoim. Também comia geleia, frutas e batata frita. Eu gosto da caixa de bentô, do Japão, mas na escola eu apenas colocava a comida num saco plástico!
 

Programas de TV de longa exibição

Akiyo Horiguchi (EUA) 

Fora os noticiários, os programas que são exibidos pelo maior período são as novelas (“soap opera”). Elas passam à tarde, sendo que algumas já tem 40 anos de duração. Mas como hoje o número de donas de casa que trabalham fora aumentou, a audiência sofreu quedas. Nos EUA um programa dura enquanto a audiência for alta, por isso alguns programas comuns duram até 5 ou 10 anos.

João Matias (Brasil)

No Brasil o programa mais famoso por durar um longo período provavelmente é “Chaves”. A história trata de uma vila onde os moradores passam por diversas situações e confusões, se atrapalham e se ajudam. As filmagens foram feitas de 1971 a 1980. A exibição em português começou em 1984 e não parou até hoje. Eu sempre via quando era criança, e lembro de muitas falas de cor. Até hoje eu não consigo ficar sem rir quando assisto. Acho que é um programa do qual eu nunca vou enjoar.

Tatiana Britsina (Rússia)

“Dom 2” (“dom” significa casa) é um reality show que já dura 10 anos. É a continuação de “Dom”, e é exibido todo os dias. O objetivo dos participantes é encontrar um parceiro e construir uma casa. Os telespectadores decidem por voto quem vai construir a casa, por isso eles disputam entre si. Durante esses 10 anos não só muitas casas foram construídas, como também muitas histórias de amor aconteceram.

Yiming Zhong (China)

Acho que o programa de maior período de exibição na China é o da contagem regressiva para o ano novo. Ele é exibido desde 1983 pela CCTV na véspera de ano novo, sempre a partir das 20:00. Ele é como se fosse o programa Kôhaku do Japão, mas e mvez de apenas apresentações musicais, também há dança, teatro, mágica e outras. Já é um costume chinês reunir a família às 20:00 para assisti-lo.

Juhee Kim (Coréia)

 O programa de exibição mais duradoura é o “Quiz da Bolsa de Estudos”. Ele é exibido aos sábados desde fevereiro de 1972 pela EBS. Nele alunos de uma escola se dividem em 4 times e respondem a perguntas. Todos os membros do grupo vencedor recebem uma bolsa de estudos. É um programa que os telespectadores podem assistir e também tentar resolver problemas de alto nível de dificuldade.

 

 

O verão típico

Akiyo Horiguchi (EUA)

Como fui criada na Califórnia, o verão me lembra o mar e a areia da praia. No ensino médio, fazia festas na praia e fogueiras à noite para comer marshmallow. Meus verões em Oregon, na cidade de Portland, me lembram dos restaurantes cheios, com mesas invadindo as calçadas e crianças brincando em fontes e chafarizes. Muitas pessoas também acampam, fazem churrasco ou jogam baseball. 

João Matias (Brasil)

Como o Brasil fica no hemisfério sul, comemoramos o natal e o fim do ano no verão. Além disso, muitas pessoas aproveitam as férias para passar uma temporada na praia numa casa alugada. O carnaval é comemorado no fim de fevereiro ou começo de março, mas antes disso há micaretas em várias cidades. 

Tatiana Britsina (Rússia)

Na Rússia, o verão lembra férias, praia e churrasco. Escolas de universidades estão em férias de junho a agosto. Nesse período, muitas crianças visitam os avós ou acampam. Os adultos tiram férias, e muitos vão para a praia. Acampar também é comum. Pode-se facilmente fazer um churrasco depois do dia de trabalho, num parque perto de casa, por isso é uma forma muito divertida de se passar tempo com os amigos.

Huang Min (China)

Na China, verão logo lembra melancia. Doce e aguada, traz uma sensção de frescor e felicidade. Todos a amam e a chama de “Rei das frutas”.

Kim Juhee (Coreia)

 Quando o verão chega na Coréia, as pessoas nadam na praia ou vão para as montanhas. As férias da escola vão de julho a agosto. Dessas 4 semanas, 2 delas as crianças passam com os avós no interior ou brincando na natureza. Na minha infância, e mesmo hoje, as meninas gostam de pintar as unhas fazendo uma espécie de esmalte com a flor “beijo-de-frade”. Amassa-se as folhas e pétalas, mistura-se com alume (um tipo de sal), coloca-se a pasta nas unhas e após 5 ou 6 horas você tem um esmalte que dura vários dias! Na Coreia dizem que se o esmalte permanecer até a primeira neve do ano, seus desejos se realizam. Será verdade mesmo? 

Hospitalidade

 Im Jinkyung (Coreia)
A Coreia é conhecida há muito tempo como “A terra onde os sentimentos transbordam”. Antigamente, quando se fazia festas de aniversário ou casamento, não se chamava apenas parentes e amigos, mas a vila inteira para participar e comer coisas deliciosas. Hoje essa cultura se perdeu, mas em quase todos os restaurantes o kimchi e outros acompanhamentos são grátis e à vontade, e o café também. A Coreia não é mesmo um país com muito sentimento?


Akiyo Horiguchi (EUA)
Quando se oferece uma refeição nos Estados Unidos, diferentemente do Japão, dá-se muita atenção ao “privado” e às escolhas. Não se serve bebidas sem antes perguntar “O que você quer beber?” ou “Quer açúcar ou creme no café?”. Nem sempre é assim, mas de maneira geral os americanos preferem ter a liberdade de escolha do que receber tudo pronto, sem escolher.
 

Tatiana Britsina (Rússia)
Na Rússia é comum amigos convidarem uns aos outros para vir em casa. “Passa lá em casa um dia!” é comum de se falar. Ao receber um amigo, sempre se serve chá e um doce. Quando se comemora algo, faz-se muita comida, e é normal os convidados inclusive trazerem algum prato de casa e uma bebida. No geral, os russos gostam de hospitalidade. Oferecer a casa para dormir, um jantar ou presentes é comum.
 

João Matias (Brasil)
Brasileiros são geralmente extrovertidos, com quem é fácil fazer amizade. Mesmo no primeiro encontro, conversa-se muito, conta-se muitas e dá-se muitas risadas, por isso é fácil tornar o ambiente descontraído. Com relação aos estrangeiros no Brasil, uma vez que se constrói bastante intimidade com brasileiros, você se integra na sociedade a ponto de não pensarem mais que você é estrangeiro.
 

Yue Feng (China)
A hospitalidade com visitas é muito importante na China. É comum convidar para visitar a casa ou para comer fora. Para o anfitrião é importante tratar o convidado com tamanha hospitalidade a ponto de ele não conseguir comer toda a comida oferecida, por isso se a comida na mesa acaba logo pensam “acho que não foi o suficiente” e preparam mais comida. Por isso, é sempre bom deixar sobrar um pouquinho para mostrar que está satisfeito.
 

O Legal de Toyama

Im Jinkyung (Coreia)
Os encantos de Toyama vão desde a bela paisagem de Tateyama até o delicioso sushi, mas o que eu mais gosto é do sabor da água da torneira. Na minha cidade, Incheon, a água da torneira tem um cheiro característico, por isso é necessário fervê-la ou filtrá-la antes de beber. Como o sabor da água de Toyama é quase igual ao de água mineral, eu bebo direto da torneira todo dia!

Akiyo Horiguchi (EUA)
Eu acho o kamaboko de Toyama muito interessante! Frequentemente eu compro para dar de presente aos meus parentes em Osaka. Eu gosto de poder escolher outros formatos além do típico de peixe (tai). Em dezembro há até os com formato de árvore de natal e renas!

João Matias (Brasil)
Eu logo penso em esportes de inverno. Toyama pode não ser muito famosa no país nesse quesito, mas há muitos campos de esqui, perfeitos para quem gosta de snowboard ou esqui, desde iniciantes até esportistas avançados.

Ying Li (China)
Eu gosto dos esguichos de água que derretem a neve no inverno. Na China, mesmo no extreme norte, não vemos essa engenhosidade. Para evitar a erosão da terra causada pelo uso de água subterrânea, Toyama criou a represa de Sakaigawa para usar sua água exclusivamente para derreter a neve. O lago Katsura, resultado da construção da represa, é um lindo ponto turístico da província também.

Tatiana Britsina (Rússia)
Me apaixonei pela cordilheira de Tateyama quando vim para Toyama da primeira vez. Meus olhos e meu coração se alegram quando a veem  e me sinto renovada quando a observo de ponta a ponta, por isso gosto muito de ir a observatórios aqui em dias limpos.

 

O que está na moda

Im Jinkyung (Coreia)
Desde o ano passado há uma febre com um programa de TV chamado “Papai, onde você vai?”. É um programa onde um pai artista viaja com seus filhos para proporcionar memórias inesquecíveis. Ver artistas famosos cuidando de seus filhos é algo que toca o coração. Além disso, os filhos são sempre encantadores, e começaram a aparecer até em comerciais. Eu acho que esse programa é famoso porque vemos um alívio em meio à vida mentalmente cansativa que vivemos.
 

Akiyo Horiguchi (EUA)
Não sei bem como é no Japão, mas nos EUA com a internet e a TV a cabo, as modas não se tornam mais nacionais, mas se dividem em faixas etárias e grupos com hobbies em comum. O que está na moda na minha realidade são coisas como Yoga, Snowboard, o seriado de TV Breaking Bad, Podcasts e blogs.
 

João Matias (Brasil)
De alguns anos para cá festas de casamento num estilo mais clube noturno “balada” é que o está na moda. Contratam-se Djs e bandas para tocar na festa, e as pessoas ainda com os trajes formais usados na cerimônia dançam, bebem e se divertem. Tocam-se músicas das antigas até sucessos mais atuais.
 

Yue Feng (China)
O número de pessoas que moram em apartamento é extremamente grande. Recentemente mais e mais pessoas querem seu prório jardim, por isso apartamentos com espaço para jardim estão na moda agora. Tendo uma sacada em casa é possível também tomar sol ou fazer churrasco, e claro, plantar seus próprios vegetais para consumo, que são orgânicos e provavelmente mais saudáveis do queos vendidos no mercado.
 

Tatiana Britsina (Rússia)
Até um ano atrás tranças nos cabelos estavam na moda. Não se faziam apenas tranças de dois ou três mechas de cabelo, mas também formas bem complexas. A trança invertida era a mais popular de todas. Além disso, era comum usar apliques de cabelo junto com as tranças. Ultimamente a moda mudou, e os cabelos naturais e longos, sem tintura são os que estão na moda.

Perguntas e Assuntos Inapropriados

Im Jinkyung (Coreia)

Dando minha opinião pessoal, na Coreia a distância entre as pessoas é menor do que no Japão, de modo que lá pergunta-se muito sobre coisas pessoais logo no primeiro encontro, como idade, família e trabalho, por isso eu nunca fiquei muito surpresa com as perguntas daqui. Mas como eu sou estrangeira, frequentemente eu ouço perguntas baseadas em estereótipos sobre a Coreia, como “Você come Kimchi sempre, até de manhã?”, “Na Coreia só tem comida apimentada?”. Eu sei que não há muito o que fazer a respeito disso, mas eu acho que um intercâmbio cultural de verdade se faz com perguntas para a pessoa como indivíduo, não perguntas gerais demais e estereotipadas. 

Akiyo Horiguchi (EUA)

Eu ouço várias reclamações sobre perguntas como “Você sabe usar hashi?”. Mesmo que a pergunta tenha boas intenções, há muitas pessoas que acham que estão tratando ela como idiota. Para americanos de ascendência asiática como eu, acho que uma pergunta bastante odiada é “Você é mestiço?”. Para um país multicultural como os EUA, associar raça a uma nacionalidade pode ser desrespeitoso para alguns.

João Matias (Brasil)

“No Brasil se usa celulares e eletrônicos?” foi uma pergunta que já me fizeram. Era uma criança, por isso obviamente é perdoável, mas eu não duvido que adultos também fariam essa mesma pergunta. Como o Brasil está muito associado a coisas como jacarés, piranhas e Amazônia, alguns podem achar que não existe tecnologia lá, o que claramente não é verdade.

Ying Li (China)

Para os chineses não há perguntas que são tabu, mas não são poucos os casos em que é difícil responder. Por exemplo, casamento, filhos, família e amor são assuntos em que mesmo amigos íntimos não tocam. Podem ser perguntas só para estabelecer um contato inicial quando se encontra alguém pela primeira vez, mas cada família tem as suas questões. Na pior das hipóteses, pode constranger o ouvinte, o que é um pouco desrespeitoso.

Tatiana Britsina (Rússia)

Quando um japonês me perguntou pela primeira vez se eu gosto de beber eu fiquei chocada. Na Rússia não é algo que se pergunte. No Japão você pode beber uma duas cervejas toda noite e ninguém vai te julgar, mas na Rússia dizer “Gosto muito de cerveja e bebo todo dia” causa uma má impressão. É uma diferença cultural em relação à bebida, não é mesmo?

 

Coleta de Lixo

Anastascia Scherbatyuk (Rússia)
Infelizmente não existe um sistema de coleta seletiva de lixo na Rússia. Por ser um país grande, nunca se havia pensado na necessidade de um sistema de tratamento de lixo, mas recentemente tem se tornado um assunto importante no país. Faz-se a coleta seletiva de recipientes de vidro, mas agora estamos em fase de teste para fazer o mesmo com plásticos também.


Im Jinkyung (Coreia)
Na Coreia, assim como no Japão, é necessário separar os tipos de lixo. Há sacos específicos para lixo queimável, lixo reciclável e lixo orgânico. Recentemente foi implantado uma regra de limite de peso do lixo orgânico, por isso tem-se vendido máquinas de secagem desse lixo. Além disso, para quem mora em apartamento, é possível jogar o lixo fora em qualquer dia, o que é bem prático.

Akiyo Horiguchi (EUA)
Em apartamentos há lugares específicos para jogar o lixo, e em casas existem latas grandes que deixamos no estacionamento e uma vez por semana colocamos para fora para a coleta, o que é bem prático. Não há um sistema de separação dos tipos de lixo. Há muitas pessoas preocupadas com o ambiente que fazem a separação por si mesmas, mas é possível também jogar tudo em um lugar só.

João Matias (Brasil)
Cada estado tem seu próprio sistema, mas na cidade de São Paulo você pode separar o lixo reciclável (todos os tipos juntos) ou simplesmente jogar for a sem separar. Empresas de reciclagem fazem a separação específica dos tipos de lixo reciclável. O sistema do Japão pode ser um pouco trabalhoso, mas como todos colaboram, acho que é o melhor de todos.

Feng Yue (China)
Não se faz separação do lixo. É possível jogar o lixo fora quando quiser. Há centros de reciclagem de papel, plástico, latas etc. que pagam pelo lixo, por isso muitos chineses vão a esses centros a cada um ou dois meses para vender o seu lixo reciclável.

Café da Manhã Tradicional

Anastascia Scherbatyuk (Rússia)
Na Rússia geralmente se come mingau, ovo frito, omelete, torrada, crepes recheados, cereal com leite ou iogurte, sucos e pão. Há vários tipos de mingau, como semolina, aveia, trigo sarraceno ou arroz. Para fazer o mingau usa-se leite, manteiga e açúcar. No Japão podem achar que pratos doces feitos com arroz são estranhos, mas na verdade são deliciosos. Experimente o mingau da Rússia quando puder!


Yim Jingkyong  (Coreia)
Tradicionalmente se come arroz e alguma mistura no café da manhã coreano, junto com alguma sopa e um cozido de vegetais. Mas com a influência ocidental, algumas pessoas passaram a comer pão e cereal. Numa sociedade competitiva e apressada como a coreana, tomar um café da manhã reforçado pode ser considerado perda de tempo, mas eu pessoalmente não consigo me concentrar direito se não tomar um bom café da manhã, assim como os coreanos de antigamente.
 

Akiyo Horiguchi (EUA)
Cereais com leite, frutas, mingau de aveia, torrada, iogurte, café, suco são alguns dos itens no nosso café da manhã Nos dias menos apressados, fazemos omeletes ou algo à base de ovo, com bacon, hotcake, waffles e hash browns (batata picada). Tomar café da manhã fora também pode ser divertido!
 

João Gabriel Silva Matias (Brasil)
O Brasil não tem uma tradição de longa data. O café da manhã inclui pão, manteiga, queijo, presunto, geleia e também requeijão, que é típico do Brasil e Portugal. Bebemos sucos de vários tipos de frutas, não somente laranja ou maçã, mas também maracujá, manga ou goiaba, e também leite com achocolatado.
 

Li Ying (China)
O café da manhã tradicional de Xangai se chama “Os quarto reis celestes”. Como assim? O nome é um pouco estranho, não? São quatro elementos: youtiao (pão frito), dabing (panqueca feita de massa fermentada), cifan (mocha frito) e leite de soja. Como os quatro reis do budismo, esses quatro alimentos garantem que o dia corra bem. São um símbolo dos mercados de rua da cidade, com um sabor inesquecível para os moradores de Xangai.
 

Hobbies e atividades populares

 

Yim Jingkyong  (Coreia)

Existem vários centros de Cultura frequentados por todos, desde crianças a idosos. Pode-se fazer várias atividades por preços baixos. Há cursos de música, dança e língua que duram 6 meses e também cursos de um dia. Eu mesma já fiz curso de preparo de bolos e curso de jazz. Ultimamente cursos de cerimônia do chá coreana e meditação estão em alta.

 

Li Ying (China)

Todos os anos as atividades mais populares mudam. Ano passado foi Yoga. Agora Pole Dance está em alta. Essa dança faz bem para a saúde, mas já é necessário ter boa condição física para começar, por isso muitos desistem. Acho que são poucos os que fazem até o fim. 

Akiyo Horiguchi (EUA)
 
Nos EUA, há inúmeros hobbies e atividades que se pode fazer. Eu fazia aulas de dança, piano e clarinete quando criança, mas esportes comobaseball também são populares. Os adultos gostam de fotografia e cerâmica, e também de atividades saudáveis como yoga e pilates. Muitos também estudam design de softwares como profissão. 
 
Anastascia Scherbatyuk (Rússia)
 
A Rússia é um país culturalmente abundante, com música, literatura, balé é várias outras artes. Muitas pessoas se dedicam a tocar instrumentos musicais como piano e violino. Há também que goste de dança, pintura, artesanato, línguas estrangeiras e esportes. As crianças geralmente entram em alguma escola de artes (por exemplo, para estudar piano, que são 7 anos). Quando criança, eu fiz aulas de balé, violão e xadrez. Minha irmã fez piano e ginástica.
 
João Matias (Brasil)
 
As crianças muitas vezes fazem esportes como futebol, vôlei ou natação. Adultos fazem aulas de dança, como forró, samba ou salsa. Tanto crianças como adultos geralmente estudam alguma língua estrangeira, como inglês ou espanhol.
 

Como é a culinária russa?

 

A culinária tradicional é uma das faces de um país. Quando viajamos, geralmente voltamos com impressões como “A comida era gostosa!” ou “Achei a comida mais ou menos...”. A culinária russa é a mais variada do mundo. Neste texto eu gostaria de falar sobre as características e estereótipos sobre a culinária russa. 

A culinária russa é uma mistura da culinária de vários países. Por exemplo, o Borsch (sopa de beterraba) é um prato da Ucrânia, e o Golubtsi (carne enrolada em repolho) é um prato da Bielorrúsia. No passado, a Rússia se desenvolveu por meio de uma agricultura próspera, por isso a maior parte dos pratos típicos é feita com vegetais e cereais. Como o inverno é muito rigoroso, também é costume utilizar vegetais que podem ser armazenados por muito tempo, como batata, cenoura e beterraba. Como o trabalho na lavoura exige muito tempo e esforço físico, só era possível fazer poucas refeições por dia, que continham muitas calorias para dar mais energia. Por isso, a culinária russa conta com muitos ingredientes para um único prato, inclusive sopas, que sozinhas são o suficiente para saciar a fome. Usa-se muitas variedades de verduras e legumes para sopas, e também para saladas. Nas saladas também pode-se colocar creme azedo ou maionese. Os legumes são cortados em rodelas e cozidos com casca para não perder nutrientes e para ser mais fácil cortá-los. Esfriamos os legumes para cortá-los em pedaços pequenos e misturá-los. Dizem que os pratos russos são “pesados e usam muita maionese”, mas a maionese e o creme azedo dão um sabor suave, e como os vegetais usados têm poucas calorias, não é preciso se preocupar.

As principais características da culinária russa são o uso de muitos ingredientes principais e o tempo longo de preparo. Elas dão um sabor rico ao prato, que mostra a alma hospitaleira dos russos. Nós aguardamos nossos hóspedes ansiosamente; preparamos a comida com cuidado e tempo.

De qual comida será que os russos gostam? De acordo com pesquisas, dentre 23146 entrevistados, 32% preferem comida russa e europeia, 22% gostam de comida chinesa, 20% comida japonesa, 12% não vão para restaurantes e cafés, 9% preferem comida italiana, 3% comida coreana e outros 2% gostam de outras culinárias.

A comida russa é muito gostosa e tem um sabor não muito forte nem fraco. Com uma infinidade de saladas, sopas e pratos principais, pode-se comer algo novo todo dia sem enjoar. Experimente uma vez e com certeza você vai passar a gostar. Se você tiver a chance de ir para a Rússia, experimente Borsch (sopa), Olivier e Vinegret (saladas), gyoza cozido, Piroshki, carnes, peixes e os mais variados pães e aproveite a fartura!

 

 

O Ano Novo da Coreia: Seollal (Yim Jinkyong - Coreia)

Pessoal de Toyama, Feliz Ano Novo! Estamos em 2013. Em Seul, capital da Coreia, a temperatura agora é de menos de 15 graus negativos. Obviamente, eu sinto muitas saudades do sistema de aquecimento de interiores da Coreia (o chão é aquecido), e das deliciosas comidas quentes de inverno, mas no Japão temos Nabe Ryôri e esportes de inverno para aproveitar e passar a estação.

Na Coreia, o Ano Novo é comemorado como na China. Claro que também comemoramos o Ano Novo do calendário ocidental, mas a época em que as famílias se reunem e realizam atividades juntos é no Ano Novo do antigo calendário chinês.

Quando eu era criança, sempre esperava o Ano Novo do calendário chinês mais ansiosamente do que o do calendário ocidental. No Seollal, como chamamos o Ano Novo do calendário chinês, comíamos muitas comidas deliciosas e as crianças ganhavam dinheiro de presente. No dia anterior ao Seollal, a família se reúne, joga jogos tradicionais e assiste programas especiais de TV. No dia do Seollal acordamos cedo e vestimos roupas tradicionais. Fazemos preces xintoístas aos antepassados e depois comemos uma sopa especial, chamada Ttokguk, para atrair prosperidade. Depois dessa deliciosa refeição, o membro mais velho da família recebe cumprimentos dos outros membros. Fazemos uma reverência especial e rezamos por saúde e felicidade. As crianças ganham dinheiro depois de darem os cumprimentos. Para elas é sem dúvida um dia de muita alegria. Mas para algumas mães o Seollal é o dia mais indesejado do ano. Isso porque toda a comida e os preparativos da casa ficam a cargo dela, e depois de os parentes irem embora é ela que faz a arrumação. O Seollal acaba, mas o trabalho das mães não.

Minha mãe muitas vezes ficava doente depois de tanto cansaço com o Seollal. Aparentemente, algumas mães têm inclusive crises de depressão quando o Seollal se aproxima, por isso estou mais consciente de toda a pressão que o Seollal coloca sobre as mães. Para alguém jovem como eu, o Seollal arruina os planos de emagrecer feitos no dia 1 de janeiro. Como dizem, “as mães sofrem; as filhas engordam”. O Seollal este ano é no dia 11 de fevereiro. Por coincidência, temos o feriado do Dia da Fundação Nacional do Japão nessa mesma época. Que tal aproveitar e ir comer algum prato delicioso num restaurante coreano?

 

O que se pensa sobre os corvos (Kaku Eikan - China)

 

Quando vim para o Japão, o primeiro animal que vi foi um corvo. Esse animal de corpo completamente preto pode ser visto em todo lugar aqui. Na China também temos corvos, mas não tantos quanto aqui no Japão.

Foi a primeira vez que eu tinha visto um corvo tão grande, mas não achei estranho nem assustador, porque corvos são animais muito espertos. Nas histórias infantis chinesas existe, por exemplo, uma história de um corvo que queria beber a água de um vaso que estava cheio pela metade, por isso jogou várias pedras dentro do vaso até que a água alcançasse a borda.

Na cultura chinesa existe a corrente que vê o corvo como um sinal de boa sorte, e também a corrente que enxerga justamente o contrário. Antes da Dinastia Tang (618-907 D.C.) era sinal de boa sorte, mas depois foi considerado mau agouro.

As minorias étnicas do Tibete e Shichuan consideram o corvo um pássaro sagrado. Também na região nordeste do país ele é considerado um deus protetor.

Na Disnastia Qing (1644) os palácios tinham um espaço reservado para alimentar corvos, o que demosntra que as pessoas tinham um senso de adoração desses animais.

Os livros antigos de xamãs chineses usavam o corvo como um sinônimo de má sorte, que trazia a morte, assim como o gato preto. O canto do corvo também não era bem visto, pois dizia-se que roubava a vida e arrancava a alma das pessoas. Por isso começaram a odiá-lo e vê-lo como um pássaro ruim. Até hoje há pessoas que usam ditados que atribuem alguma característica ruim aos corvos.

Apesar de essa visão ser mais ou menos a mesma ao redor do mundo, não se pode negar que os corvos são animais que possuem uma inteligência extremamente alta. De forma geral eles são tão inteligentes quanto cachorros, mas têm uma constituição cerebral mais complexa.

O que é mais curioso nos corvos é que eles, assim, como os humanos, podem criar ferramentas para alcançar seus objetivos. De acordo com cientistas canadenses, o corvo é o pássaro mais inteligente do mundo, sendo que os corvos do Japão são os mais inteligentes. Nas proximidades de umaz certa universidade no Japão diz-se que há corvos que se aproveitam do sinal vermelho do trânsito. Eles colocam nozes debaixo dos pneus dos carros, para que elas sejam quebradas quando o eles arrancarem com o sinal verde. Assim, os corvos conseguem abri-las e comê-las.

O que vocês acham dos corvos? Lendo este texto, vocês agora gostam um pouco mais deles?

 

Pensando nas diferenças culturais através dos nomes (João Matias - Brasil)

Quando vou me apresentar para alguém, sempre digo que o meu nome é João Matias. Quando me perguntam como podem me chamar, respondo que pode ser pelo nome mesmo, “João”, mas na verdade eu tenho 2 nomes e 2 sobrenomes, algo que não é incomum no Brasil.

No Brasil é comum chamar amigos, conhecidos, professores e mesmo superiores no trabalho pelo primeiro nome. Além disso, pessoas que têm dois nomes têm uma vantagem: meu nome é João, mas quando estou num lugar onde já existe alguém chamado João, peçoi que me chamem pelo meu segundo nome para que não haja confusão. Ao contrário dos japoneses, não nos importamos muito com os sobrenomes das pessoas na hora de as conhecermos. Obviamente temos palavras que expressam um tratamento mais polido, como “senhor” e “senhora”, mas em muitos casos dizemos só o nome mesmo. Eu sou um caso especial no Japão, onde existe essa cultura de troca de cartões de visita. Digo isso porque sempre que entrego meu cartão para um japonês, ele lê com uma cara de espanto querendo dizer “Mas nossa! Tem nomes demais aqui!”, enquanto eu tenho que aguentar o riso!

A respeito da maneira como chamamos as pessoas, no Brasil temos um fato muito interessante: chamar seus superiores pelo primeiro nome não é incomum nem falta de respeito. O nosso ex-presidente talvez seja um dos melhroes exemplos a se dar, apesa rde um pouco extremo. O povo brasileiro o chama de “Lula”, que não é nem nome nem sobrenome. É um apelido que se refere ao animal marinho. No Japão, chamar a figura política mais importante do país por um apelido é algo inimaginável, não é mesmo? Mas o Lula já usa esse apelido há vários anos, de modo que os brasileiros nem se dão conta de que estão chamando-o pelo apelido. Com a atual presidente a situação não é tão extrema: nós a chamamos apenas pelo seu primeiro nome.

Percebi essa diferença de costumes quando vim pelo Japão pela primeira vez. Cada país tem os seus próprios costumes, e não é correto dizer qual deles está certo ou errado. O que devemos fazer é compreender que no mundo existem diversas maneiras diferentes de se fazer as coisas. Conhecê-las é uma maneira de expandir os nossos horizontes.

 

Texto de Novembro (Akiyo Horiguchi - EUA)

 

Muitas vezes vejo pessoas que queriam, como eu, ter nascido no Japão e criadas nos EUA. Os japoneses se impressionam com o fato de eu falar inglês, e parece que os estrangeiros que sofrem com dificuldades na língua e nos costumes daqui gostariam de, assim como eu, saber japonês para compreender a sociedade japonesa. Eu acho que tenho sorte de ter tido contato desde criança com a língua e cultura tanto americana quanto japonesa, mas nem tudo são flores.

Resumindo bastante, eu digo que aprendi inglês “naturalmente” e me misturei com a sociedade americana, mas na verdade eu me lembro bem do tempo que eu sofri com a língua inglesa. Na creche, quando eu conversava em japonês com outros colegas japoneses, a professora logo gritava “Falem em inglês!!”. Eu não entendia o que estava acontecendo, me sentia solitária e muitas vezes ficava sozinha brincando no balanço. Tínhamos aulas de inglês como segunda língua na escola, mas eu demorei bastante para aprender e não consegui concluir esse curso até o fim do terceiro ano primário.

Quando finalmente me adaptei à escola e à vida americana, passei a odiar japonês. Tinha aulas de japonês todo sábado, usando os mesmos materiais didáticos do Japão, com aulas de língua, matemática, sociedade e ciências. Tinha muita lição de casa, e eu me lembro do quanto eu odiava estudar Kanji, chorando enquanto tentava aprender. Eu tinha inveja dos meus colegas da escola, que comemoravam quando a sexta-feira chegava.

Lá pela 8ª série eu desisti da escola de japonês, mas o maior problema não eram os estudos. Eu passei a detestar japonês, pessoas japonesas e o Japão. Eu, que não me sentia japonesa, odiava o fato de ter nascido como uma. Quase todo verão viajámos para o Japão, em viagens que eu chamava de “Visita aos túmulos dos ancestrais em meio a um calor infernal” ou “Viagem de separação dos amigos”, de modo que minha adolescência foi complicada. Todos têm brigas com os pais por causa do choque de gerações, mas somando isso à distância que eu criei entre meus pais e meu país de origem a situação se agravou. Depois da adolescência, com o japonês já defasado, ficou difícil expressar meus pensamentos de adulta aos meus pais, que não entendiam inglês, algo que eu lamento muito.

Ao entrar na faculdade e me relacionar com o círculo de descendentes de asiáticos, finalmente tive consciência de que sou americana nipo-descendente. Imigrantes precisam refletir sobre suas experiências e fazer uma viagem de auto-descobrimento. Perguntar às pessoas ao seu redor também é importante.

Em outubro deste ano fez 25 anos desde a imigração da minha família para os EUA. Há muitas memórias desse tempo, mas atualmente me sinto honrada em ter um trabalho de proporções internacionais como este. No Japão também tem aumentado o número de pessoas cujas raízes estão em outro país., por isso quero colaborar ainda mais para a compreensão e convivência internacional.

 

A cidade de Vladivostok ficou muito mais bonita (Anastasia Shcherbatyuk - Rússia)

Creio que os leitores devem saber, mas no dia 2 de setembro deste ano a cidade de Vladivostok, no extremo leste da Rússia, sediou o APEC 2012 Summit (Conferência dos líderes em contribuição econômica das regiões asiáticas do Oceano Pacífico). Foi o primeiro APEC na Rússia, uma oportunidade de melhorar a infra-estrutura da cidade para o evento. Em meio à construção de hotéis, alargamento de avenidas e reformas na Universidade da ilha de Russky, a população da cidade estava empolgada com a inauguração de duas pontes em agosto.
A cidade de Vladivostok fica numa península, rodeada de mar por 3 lados, com muitas ladeiras e uma paisagem cheia de vida. No entanto, melhorias no transporte de fato eram muito necessárias.
Os meios de transporte em Vladivostok são ônibus, trem, trolebus, bonde, bonde suspenso e balsa. Em toda a Rússia, só há dois lugares com bonde suspenso, Vladivostok e Sochi. As pessoas que moram na ilha de Russky precisavam pegar uma balsa que leva 40 minutos para chegar ao continente. Com a nova ponte demoram só 5 minutos!
As novas estruturas construídas em decorrência do APEC facilitaram muito a vida da população. As pontes inauguradas em agosto não somente tornam a vida mais prática, mas são motivo de orgulho para as pessoas, isso porque elas agora fazem parte do TOP 10 de pontes estaiadas no mundo. A ponte de Russky tem 2 torres de 324 metros de altura, que sustentam uma via de 1104 metros de comprimento, tornando-se a ponte estaiada mais comprida do mundo. Já a ponte da baía de Zolotoy Rog é a nona, com 734 metros de comprimento.
Nos últimos anos Vladivostok tem mudado muito. Aproveite você também a paisagem embelezada pelas pontes, a infra-estrutura de lazer e a ótima culinária russa algum dia! É a Russia, e também a Europa, mais perto do Japão, onde você pode chegar com um vôo de apenas 2 horas e meia!
 

Os homens coreanos são fortes?? Sobre o recrutamento militar na Coréia

Dizem que os homens coreanos são bem masculinos. Um dos motivos para isso talvez seja porque existe o recrutamento militar obrigatório, que praticamente todos os homens precisam fazer, passando por uma série de treinamentos bem rigorosos.

Vou explicar um pouco para vocês do que se trata esse recrutamento militar.

Primeiro, por que ele existe? Vocês devem saber que em 1950 começou uma guerra dentro da Coréia. Em 1953 as Coréias do Norte e do Sul assinaram uma trégua. Uma trégua, exatamente isso, o que significa que a guerra entre as duas Coréias ainda não acabou. Por isso não se sabe quando a guerra pode recomeçar, então é natural que seja necessário um exército para defender o país.

De qualquer forma, quando os coreanos chegam a uma determinada idade, precisam fazer um exame para saber se estão aptos para entrar no exército. Se disserem que eles estão saudáveis e podem fazer todos aqueles treinamentos rigorosos, a entrada é obrigatória. Dentro da realidade do cotidiano, são os jovens coreanos universitários, que já terminaram o primeiro ou segundo ano, que precisam entrar no recrutamento, e depois de passar 2 anos levando uma vida de soldado, se reinserem na sociedade. Mas dentro da minha realidade, o que acontece é que meus amigos, na tenra idade dos 20 anos, entram na vida de soldado e voltam machões. Levando em consideração a vida de um rapaz, é justamente no auge dela que o recrutamento militar entra e a arruina. Essa é a minha opinião pessoal sobre o recrutamento militar obrigatório. Quando o meu irmão entrou no recrutamento, lembro de mim triste e berrando em lágrimas. Também nessa época minha mãe sempre chorava quando via na TV notícias sobre o exército ou os soldados, lembrando do meu irmão.

Ouvindo as histórias do meu irmão e dos meus amigos sobre a vida lá, entendi por que os homens coreanos não tem outra escolha senão se tornarem fortes. O treinamento, os padrões a serem seguidos, as relações entre superiores e inferiores num período de 2 anos, tudo isso é obviamente difícil para qualquer um. O que eu mais quero é que a paz volte na Coréia e que esse sistema acabe logo.

 

O Reino dos Peixes

Chin Ryô (China)

Antes de vir para o Japão eu já sabia que os japoneses comiam muito sashimi, mas não sabia que existiam tantos tipos de peixe aqui. Por isso fiquei impressionada quando fui ao supermercado e vi todas aquelas variedades de peixe. Há vários que eu nem mesmo sei o nome, e vários que nunca tinha visto antes, na China.

Com toda essa abundânica de peixes, que aliás nem tinham aquele cheiro forte de frutos do mar, resolvi experimentar cada um deles. Como não gosto muito de peixe cru, os comi sempre preparando alguma receita com eles.

Todos são gostosos, mas como não consegui perceber muito a diferença no gosto, enjoei rápido, e então comecei a comer como sashimi. De fato, o sashimi de Toyama é mesmo muito gostoso.

Há um certo livro que apresenta Toyama da seguinte forma: “Uma grande característica da baía de Toyama é que ela tem uma bacia não muito larga, e o mar é profundo até bem perto da costa. Também existe um conjunto de vales submarinos chamado “Aigame”, que é um bom ponto de pesca. As águas em volta do Japão contam com 3400 variedades de peixe, sendo que no Mar do Japão há 800 delas e só na Baía de Toyama podemos encontrar 500. Com isso percebemos sua abundância.”

Como é possível capturar uma grande variedade de peixes, é possível garantir que são todos frescos. Eu acho que os peixes de Toyama têm um pequeno toque de doce neles. O sashimi de Xangai tem um cheiro um pouco mais forte, por isso eu não gostava de comer quando morava lá

Pela primeira vez pude de fato saborear um bom sashimi. Minha impressão sobre o sashimi mudou depois que vim para Toyama. Enquanto estiver por aqui, vou comer sashimi sempre que puder, já que quando voltar para a China vai ser difícil achar sashimi assim.

 

A Arte da Pechincha

 João Matias (Brasil)

O iene é uma moeda consideravelmente cara levando em conta a situação atual da economia mundial. Vir para cá para fazer compras pode não ser uma boa idéia para visitantes de algumas nacionalidades, como os brasileiros, já que muitas vezes a conversão da moeda não vale a pena. Mas uma vez que você mora no Japão e recebe o seu salário ou bolsa de estudos em ienes, as coisas ficam um pouco mais “compráveis”.

  É com a palavra “comprável” que eu gostaria de apresentar o meu tópico de hoje. A maioria das coisas vendidas nas lojas no japão é de boa qualidade e dura bastante, mas muitas vezes elas são caras. É aí que entra um tipo de loja que é relativamente comum no Japão: as lojas de produtos semi-novos. Se você até hoje nunca foi a uma, não sabe o que está perdendo! Da primeira vez que morei no Japão como estudante e desta vez também, comprei minha panela de arroz nessas lojas. Se uma panela das mais baratas custa pelo menos 4000 ienes (depois de dar uma boa procurada), eu consegui as minhas por 1600 e 2300 ienes, uma bagatela! Minha torradeira também, deveria ter custado 600 ienes, mas depois de juntar pontos no meu Point Card, consegui ela por 100 ienes, quase de graça! Enfim, antes de comprar qualquer coisa nova, pesquise também nessas lojas de usados. Eles geralmente dão garantia de pelo menos 3 meses no produto, então não existe razão alguma para preocupação. Esse é um lado muito prático da vida no Japão, pois no Brasil não existem lojas muito grandes que vendem todo tipo de usado, mas as assitências técnicas vendem aparelhos usados, e existem lojas especializadas em venda de móveis usados, por exemplo.

  Mas claro, tudo tem seu lado bom e seu lado ruim. Uma vez que você pode comprar coisas num preço bastante razoável, não imagine que na hora de vender o seu usado você vai ganhar muito dinheiro. Na minha época de estudante, por exemplo, eu comprei uma bicicleta por 10000 ienes, e 11 meses depois, quando fui vendê-la antes de voltar para o Brasil, esperava pelo menos uns 3000 ienes por ela, mas me ofereceram apenas 1500... Bem, não há muito o que contestar, e é melhor vender e ganhar uns trocados do que ter que pagar para jogar fora, não é mesmo? Já no Brasil as pessoas geralmente anunciam seus objetos usados no jornal ou na internet, assim conseguem ficar com quase todo o valor da venda. É mais trabalhoso e pode demorar algum tempo para vender, mas é possível recuperar mais dinheiro assim. Eu mesmo sempre vendia minhas coisas usadas na internet!

Mais um conselho que eu tenho é sempre pesquisar o preço na loja de produtos novos também, e comprar sem pressa. Nada é pior do que se arrepender de uma compra precipitada, ainda mais quando é um produto caro. A internet também oferece boas opções, e às vezes você pode até pagar em uma loja de conveniência, sem precisar usar cartão de crédito!

Todo brasileiro gosta de uma boa pechincha. Tente você também ser um pouco mais brasileiro! Pesquise bastante antes de comprar!

 

 O que eu mais gosto no Japão é a comida. E o que eu menos gosto também

 Akiyo Horiguchi (EUA)
 

Ultimamente, quando eu conversei com estrangeiros sobre a vida no Japão notei algo inesperado. Assim como eles, desde que cheguei aoJapão percebi que há várias coisas que gosto e que não gosto, mas comida se encaixa nos dois grupos.
 Eu adoro a comida do Japão. Minha mãe preparava comida japonesa quase todo dia, e meu pai é gerente de um restaurante de comida chinesa ao estilo japonês*, por isso adoro coisas como Lámen ou Sara-udon. Comidas famosas por serem odiadas pelos ocidentais, como Nattô ou Shishamo, eu como desde sempre, então também acho saborosas. Depois de me formar na faculdade, me mudei de Los Angeles para Portland, em Oregon, onde há relativamente menos japoneses, por isso achei que havia poucas opções de comida japonesa por lá. Restaurantes que não fossem de sushi eram poucos e todos achavam que Lámen era o mesmo que macarrão instantâneo, por isso eu ficava desapontada quando faziam uma cara estranha quando eu dizia que o Lámen do restaurante do meu pai é gostoso.
  No começo, quando eu havia acabdo de chegar ao Japão, achava muito divertido comprar ingredientes para preparar refeições. Fiquei impressionada por poder tão facilmente comprar ingredientes que eu pagaria 2 ou 3 vezes mais caro nos EUA em lojas longe de onde eu morava. E até agora fico admirada com os Kaiten-zushi de 100 ienes, que tem uma qualidade razoável. E além disso tem os doces! Nos primeiros meses eu parecia uma bobalhona, comendo doces sem parar!
  Também percebi pela primeira vez, depois de vir para o Japão através do JET, que há muitos americanos que não gostam de comida japonesa. Como eu achava que obviamente toda comida japonesa era gostosa, fiquei surpresa. Mas apesar de eu de fato estar satisfeita com a comida japonesa daqui, comecei a me sentir insatisfeita em outros aspectos.
  Não importa o quanto eu goste de comida japonesa, sinto saudades de algumas coisas que não se vê muito por aqui. Uma delas é o pão. Nos EUA é fácil achar em qualquer mercado um pão chamado pumpernickel, de origem alemã, e pão integral. Além disso, frutas frescas, manteiga e leite são de 3 a 5 vezes mais caros aqui do que nos EUA. Também me sinto um pouco triste porque aqui a variedade de queijos e cerais é pequena e o preço é alto.
  Mas o que eu mais sinto falta é das comidas de outros países. Para a minha surpresa, em Toyama há ótimos restaurantes de comida indiana e italiana, mas nos EUA há também restaurantes tailandeses, vietnamitas e mexicanos, populares e com preços bons.
  Estou no Japão há poucos anos, por isso espero ainda poder experimentar outras comidas gostosas daqui.
*: Propaganda rápida! Se você tiver a oportuinidade de ir para Los Angeles, experimente a comida do restaurante Manten!

 

 O caráter nacional e os estereótipos culturais - apoio ou obstáculo para o intercâmbio cultural? 

Anastacia Shcherbatyuk (Rússia)

 

Das vezes que eu visitei outros países e disse que era russa, ouvi várias opiniões sobre meu país. Ao mesmo tempo que havia pessoas que admiravam cultura, arte, dança e música russa, havia também aqueles que só falavam de estereótipos comoA Rússia deve ser bem fria”, “Também deve ter ursos andando pelas ruaseOs russos devem beber vodka todo dia”. Hoje eu gostaria de discutir o papel dos estereótipos no intercâmbio intercultural.

 

Bem, dentro do caráter nacional russo temos pontos positivos: somos simpáticos, calorosos, sociáveis, divertidos, hospitaleiros, sabemos improvisar e encontrar soluções para problemas. No entando, nosso lado negativo é que somos passivos, preguiçosos, orgulhosos, impacientes, falta-nos autonomia, gostamos muito de álcool e dirigimos rápido e descuidadamente (Como diria o autor russo Gogol, “não existe russo que não goste de um meio de transporte veloz!”). Obviamente, esses características não são apenas dos russos, pois diz-se que pessoas de outros países são assim também. Não importa qual povo discrevamos, com certeza há pontos positivos e negativos. Pois então, tendo em mente esses estereótipos, o que você faria se se encontrasse com uma pessoa de outro país, seja qual for? Por um lado, ao tentar achar pontos em comum entre você e ele, acho que facilmente ele se tornaria um amigo. Por outro, se você se prender ao estereótipo negativo, vai acabar criando uma parede entre você e o outro, e perder a oportunidade de conhecer melhor outro país e formar a sua opinião. São dois jeitos de se pensar, como a frente e o verso de uma mesmo moeda, não é? Assim, a lição que precisamos guardar é que nós mesmos construímos durante o nosso dia a dia o estereótipo do nosso país, por isso é nossa responsabilidade mostrar uma boa imagem para as pessoas de culturas diferentes.

 

Por fim eu gostaria de dar um pequeno conselho: não confie em estereótipos! Ao entrar em contato com pessoas de outras culturas, procure pontos em comum para aproximar-se delas. Esse tipo de abordagem sim é que amplia os seus horizontes, te enriquece como pessoa e te permite fazer amigos em todo o mundo! Até mesmo nós, que falamos línguas diferentes e às vezes temos dificuldade em compreensão mútua, com certeza temos características em comum. Não podemos nos esquecer disso!

Toyama: meu destino?

Yim Jinkyong (Coréia do Sul)

      Antes de vir para cá trabalhar como coordenadora para relações internacionais, não sabia nada sobre Toyama.

    Já tinha passado 10 meses em Niigata como estudante intercambista e mesmo assim não tive a oportunidade de conhecer Toyama. Mas fiquei sabendo há pouco tempo que meus laços com esta província são mais estreitos e antigos do que eu pensava.

    Nessa época, o Colégio Nacional de Artes Tradicionais, que eu frequentava, mantinha um intercâmbio com uma escola do Japão. Todos os anos, estudantes do ensino médio japonês vinham para a Coréia do Sul e apresentavam artes tradicionais japonesas, em um evento de intercâmbio da minha escola. Em 2002 eu estava no 2º. ano do ensino médio e estudava japonês como segunda língua estrangeira. Eu não sabia falar o idioma ainda, mas graças ao meu “vício” no grupo Arashi, eu tirava boas notas em japonês. Com isso, ganhei a confiança da professora de japonês e fui colocada no evento de intercâmbio com os estudantes do Japão.

    No dia do evento, os estudantes japoneses fizeram uma apresentação de taiko. Um dos meninos era igualzinho a um dos membros do Arashi. Fiquei apaixonada e resolvi com firmeza que iria participar da festa depois do evento. Deixei umas amigas de sobreaviso e consegui ficar lado a lado com ele. No fim da festa, que foi ótima, trocamos presentes e nossos crachás. Depois disso, escrevi uma carta para ele, mas nunca tive resposta. Foi meio triste.

    Mas, um dia desses, em uma viagem de volta para casa, encontrei o crachá em uma das minhas gavetas. Comecei a gritar: “Mãe! Que loucura! Toyama estava no meu destino!” No crachá, a inscrição: “Escola ‘Taira’, Província de Toyama, 2º ano, turma 2”. Isso mesmo. Há 10 anos, eu já estava ligada a Toyama. Não é lindo? Povo de Toyama, vamos continuar as boas relações!

    P.S.: Você, que estudou em Taira e participou do intercâmbio artístico na Coréia do Sul em 2002: aguardo seu contato.

O melhor sabor do Japão

Si Ying (China)

   “Você não tem problemas com a comida japonesa?” “Consegue comer sashimi?” Os japoneses me fazem muito esse tipo de pergunta. A mais difícil de responder é “de qual comida você gosta mais?”

    Sashimi, “steak”, tempurá, sushi, lámen, soba, cada tipo de prato tem seu bom sabor, e fica difícil dizer qual é o mais gostoso.

    A maioria dos pratos japoneses são delicados e saudáveis, e têm ganho popularidade na China atualmente. Na minha cidade, Shenyang, na província de Liaoning, apareceram muitos restaurantes japoneses. A comida é razoável, o saquê também é bom, e a cidade recebeu muito bem essas lojas.

    Um dia, vi um intérprete russo comendo um monte de sashimi e levei um susto (são poucos os chineses que  conseguem comer peixe cru). Perguntei “você gosta de sashimi?”, e ele respondeu, “não, eu gosto é do molho shoyu, mas não dá pra tomar o molho puro, então eu como com sashimi”. Todo mundo riu. Mas, pensando bem, quase todos os ingredientes dos restaurantes japoneses na China são produzidos localmente. Como Shenyang fica longe do mar, o peixe não é tão gostoso assim. Mas os temperos são importados do Japão ou produzidos por empresas japonesas, e têm quase o mesmo sabor que no Japão. O molho japonês deixa qualquer sashimi gostoso...

    Nos supermercados japoneses, encontramos uma grande variedade de temperos. Quando coloquei o molho chinês no yakiniku (“churrasco”) japonês, não ficou muito bom., mas quando preparei nabo e broto de bambu com molho de soba, todo mundo adorou. Nos restaurantes japoneses, quando a comida não está tão gostosa, automaticamente procuramos o shoyu, não é mesmo? Os temperos japoneses têm tudo o que precisamos para satisfazer o paladar. Será muito esquisito eu achar que o melhor sabor do Japão está nos temperos?

O cuidado dos japoneses com a natureza

Si Ying (China)

    Cheguei em Toyama no dia primeiro de junho e estou vivendo aqui há dois meses. Percebi uma coisa muito interessante: a pouca distância entre as pessoas e os animais. Frequentemente vejo corvos no meio dos arrozais, garças no alto das árvores e, ao caminhar por trilhas, já vi até macacos e ursos. É muito divertido ver certas cenas por aqui, que na China ou em outros países só seriam possíveis em jardins zoológicos. Outro dia eu estava subindo o Tateyama, de onde dizem que a paisagem é linda. Mas havia grossa neblina e fortes ventos nesse dia. Foi até melhor, porque consegui flagrar um raichô (ptármiga, ave símbolo de Toyama) no topo da montanha. Dizem que a ave aparece quando não há inimigos naturais à vista, como relâmpagos, trovões e falcões. Muitas pessoas se aproximaram e tiraram fotos. Fugir, que nada, o bicho parecia uma celebridade, fazendo poses e aproveitando o momento. Com certeza nunca foi agredido por pessoas, nem nunca soube de colegas que o fossem.

     Na China, os pardais e pombos que a gente encontra pelas ruas fogem sem vacilar quando chegamos a menos de dois metros deles. Já os pássaros do Japão, não só não fogem como nem dão passagem. Se estivermos andando vá lá, mas os carros que passam acabam tendo frear ou fazer outras manobras bruscas, o que é muito perigoso tanto para os pássaros como para as pessoas. No Japão, os calouros em qualquer coisa recebem uma sessão de orientação. Os pássaros japoneses que forem a outros países deveriam receber orientação dos pássaros nativos.

     Pássaros como garças, andorinhas e ptármigas são agradáveis de se ver, mas o tamanho e a quantidade dos corvos no Japão me assustam. No caminho para o trabalho, eu gosto muito de passar pela trilha da beira do rio Matsukawa. Em ambas as margens há cerejeiras centenárias e, apesar de as flores este ano já terem caído há tempo, caminhar sob essas árvores me renova as energias. Só que sempre que eu passo por ali, me aparecem três corvos enormes. Suas penas são completamente negras, e lustrosas. Do jeito como eles passeiam por ali, até parece que estão em seu território particular. Quando encarei um deles, ele me devolveu um olhar nem um pouco amistoso. Se na China o corvo já é considerado uma ave agourenta, depois dessa encarada eu fiquei com mais medo ainda, e agora eu ando pela trilha pedindo licença em silêncio e apertando o passo. Os corvos japoneses têm muita sorte de terem nascido aqui.

     É muito interessante e curioso ver como os japoneses, que sempre tiveram de enfrentar desastres naturais como terremotos, tufões, tsunamis e vulcões, tratam a natureza com tanta gentileza.

 

Carteira de habilitacao japonesa para estrangeiros

Everson Esteques Lemos (Brasil)

    No Japão, em cidades como Tokyo, para um jovem solteiro, possuir um carro pode atrapalhar mais do que ajudar. Mas quem vive em rincões como Toyama sabe que, aqui, um carro nada mais é do que a chave para a liberdade de ir e vir sem se preocupar com horários. Além disso, a qualidade das vias e a escassez de congestionamentos fazem de Toyama um local onde dirigir é também prazeroso. No Brasil, qualquer carro custa três vezes mais que seu equivalente japonês, e em São Paulo, de onde venho, o trânsito é um dos piores do mundo. Para mim, portanto, Toyama é um paraíso automotivo.

Para ter acesso ao paraíso, porém, eu tive de passar por um pequeno purgatório.Como eu vim ao Japão trazendo uma habilitação válida do Brasil, fui agraciado com a oportunidade de converter minha habilitação brasileira para uma japonesa, bastando passar por duas provas. (Motoristas de 23 países estão dispensados de provas para obter a habilitação japonesa, mas eu faço parte do “resto do mundo”.)

    A primeira prova é escrita, com dez questões, oferecida em 9 idiomas à escolha do candidato. A prova é tão fácil que só se acredita vendo. Exemplo de questão: “É possível dirigir sob influência de drogas, se a quantidade for pequena. Verdadeiro ou falso?” Os japoneses chamam essa prova de “teste de conhecimentos”, mas eu chamaria de “teste de sanidade psicossocial”. Enfim, como não sou muito psicótico sem sociótico, passei.

    É na prova prática, porém, que a porca torce o rabo. Em Toyama, o candidato a conversão de habilitação estrangeira tem que memorizar um circuito, e percorrê-lo com manobras meticulosamente definidas. Por exemplo, para mudar de faixa de direção, é necessário: 1. checar o retrovisor central; 2. checar o retrovisor direito; 3. olhar por cima do próprio ombro direito; 4. dar seta; 5. repetir os passos 2 e 3; 6. olhar firmemente para a frente e, finalmente, 7. girar o volante para mudar de faixa. Essa é apenas uma das manobras básicas. Para cada ato, como entrar no carro, dar partida, virar à esquerda ou à direita, parar em um cruzamento etc. existe todo um procedimento.

    Já mencionei que o candidato tem que memorizar a rota por onde vai dirigir, dentro do pequeno labirinto que é a pista de provas. Para a prova ficar mais emocionante, os examinadores têm à disposição três rotas diferentes. A rota do dia é definida por sorteio, e divulgada aos candidatos uma hora antes da prova. Durante essa hora, o candidato pode caminhar pelo circuito para memorizar o caminho.

    A lei não obriga o candidato a frequentar aulas de direção para fazer a prova prática. Acontece que ninguém, fora os examinadores e os instrutores de autoescolas, conhece exatamente o critério de pontuação das provas de direção.

    Esse mistério é semente e adubo de muitas teorias a respeito da relação entre as autoescolas, os candidatos e o Centro de Habilitação. Alguns acreditam que os examinadores só aprovam os candidatos recomendados pelas autoescolas. Outros acham que é obrigatório percorrer o circuito com erro zero, e que isso é impossível sem treinamento na própria pista de provas, o que só pode acompanhado do instrutor da autoescola. Outros ainda dizem que estar bem vestido conta pontos.

    O fato é que é praticamente obrigatório passar por uma autoescola para ser aprovado no teste de conversão de habilitação estrangeira em Toyama.

    Para a polícia, é claro que quanto menos gente se arriscar a praticar sozinho, melhor. E o mistério da pontuação é muito eficiente em forçar todo mundo a tentar a perfeição e, consequentemente, aprender alguma coisa. Mas os candidatos ficam indignados com essa obrigatoriedade de ir à escola. E certo é que pouca gente gosta de fazer provas, menos ainda quando há risco de ser reprovado.

    Se resta algum consolo para quem está tentando converter sua habilitação estrangeira para uma japonesa, é que um japonês que está tirando sua primeira habilitação passa por um processo muito mais longo e custoso. São cerca de três meses de aulas e uma despesa de uns 300 mil ienes. Já a conversão de carteira estrangeira é possível em algumas semanas, com gasto total de 30 a 60 mil ienes.

    Pagar autoescola, decorar manobras e fazer prova pode ser chato, mas quando a habilitação sai, a sensação é ótima, “tudo valeu a pena”. Eu prefiro acreditar que esse rigor todo deve servir para alguma coisa. E até que a prova é divertida. Acho que vou tentar a habilitação para caminhão...

Os sul-coreanos adoram comer?!

Yim Jinkyung (Coréia do Sul)

    Oi! Já fez sua refeição? Mas por que é que eu estou perguntando uma coisa dessas, assim, do nada? É que esse é um costume sul-coreano: a pergunta “já comeu?” é um dos cumprimentos que usamos no dia-a-dia.

    Em vez de dizer “bom dia” nós perguntamos “já tomou seu café?”, e em vez de “boa tarde”, perguntamos “já almoçou?” Claro, no lugar de “boa noite” vem “já jantou?”. Mas veja bem: não é que a gente queira realmente saber se a pessoa comeu ou não, são só cumprimentos comuns, mesmo. Por isso, se lhe perguntarem “já comeu?”, não precisa dizer “é, comi uma carne” ou “comi um pedaço de pão agora há pouco”, que ninguém está interessado nisso.

    Sul-coreanos que não se vêem há muito tempo também costumam dizer “vamos comer juntos um dia desses”. É claro que tem gente que realmente está a fim de colocar a conversa em dia enquanto saboreia alguma coisa, mas em geral, é só da boca para fora mesmo. Por isso, se você já está esperando há meses aquele amigo sul-coreano convidar você para jantar de verdade, não se chateie.

    O bem-informado leitor já deve saber que o cumprimento básico do coreano é “annyeonghaseyo”. Por que motivo os sul-coreanos perguntam se a pessoa comeu em vez de dizer “annyeonghaseyo”, até eu que sou sul-coreana não entendo bem. Pesquisei na internet, e dizem que dezenas de anos atrás, na coréia castigada por várias guerras, o costume pegou por causa da falta de comida. Não sei se é verdade, mas observando várias expressões da língua coreana, tenho certeza de que os coreanos gostam muito do verbo “comer”.

    Vejamos alguns exemplos interessantes: “comer anos” = ficar mais velho; “comer a orelha” = ficar meio surdo; “comer saquê” = beber saquê; “comer o primeiro lugar” = ficar em primeiro lugar; “comer um gol” = levar um gol; “comer o coração” = tomar uma decisão; “filho criado comendo amor” = filho criado com amor, entre muitas outras. A língua coreana está repleta de expressões idiomáticas com o verbo “comer”.

    Agora você já sabe. Da próxima vez que encontrar um coreano, experimente cumprimentá-lo dizendo: “oi, você já comeu?”. E eu também adoro comer.

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